quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

João e a Lei

Todo dia quando ele chega do trabalho encontra o almoço - algo como bife e batata frita - prontinho. E o que é ainda melhor, o cd do Chico Buarque tocando no som. Depois dorme um soninho, e quando acorda: cafezinho passado na hora, com aqueles biscoitinhos deliciosos, que só ela sabe fazer.

Ela, inclusive, chama-se Eulália, a esposa mais linda do bairro. Trabalha à noite, como enfermeira plantonista, e durante o dia se preocupa em agradar o folgado do marido. Isso mesmo, folgado! Sabem por quê? Ele passa o dia inteiro reclamando. Uma hora reclama que a comida está fria; outra hora o som está muito alto; depois é porque a mulher trabalha demais e não dorme em casa quase nunca.

É o que eu sempre digo: esses folgados desses homens nunca estão satisfeitos. Se casam com mulher bonita, que cozinhe bem e que seja independente financeiramente, eles reclamam. Se casam com mulher feia, que cozinhe mal, e ainda peça dinheiro toda hora, eles também reclamam. Assim não dá!

Por isso, decidi criar uma nova lei, que diz o seguinte:

“A partir de hoje fica proibido maridos reclamarem das suas esposas, sejam elas feias ou bonitas, que cozinhem mal ou não. Caso o marido seja pego reclamando de sua esposa, ele deverá pagar uma multa no valor de R$ 190,00 por cada reclamação. Todo dinheiro será doado para A.P.E (Associação Protetora das Esposas), que irá reverter todo dinheiro em festas de arromba para todas as esposas da associação”.

E agora seu João, ainda vai reclamar?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um dia

Um dia escrevi
em linhas tortas
e versos curtos
um poema pra ti

Nele não tinha alegria
nem tristeza
só um pouco de raiva
que um dia eu senti

Dediquei a ti
porque foste embora
e nunca mais
quisestes saber de mim

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Bilhete

"Fui trabalhar. Quando voltar não quero te encontrar aqui. Leve tudo que for seu. Você não presta e agora eu sei disso. Não quero te ver nunca mais. Adeus."


P.S. Se decidir ficar, me prepara aquele penne que eu adoro.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Veja bem meu bem


Eu sempre quis falar de lágrimas, de tristeza, de amor, de você. E agora eu vou gritar bem alto, só para dizer que eu te amo! Inclusive, passei depois do banho aquele perfume que você odeia. Vou até contar os dias, as horas, os minutos e os segundos, mas em nenhum momento vou esquecer de você. Vou até chorar baixinho, para não incomodar, porque desde o primeiro momento que eu te vi eu sabia que você me faria chorar. Embora, tenha sido por isso que te escolhi.

Alguém me disse que você ainda me ama, seria mesmo possível? Enquanto você não responde, eu posso passar mais daquele perfume e esperar, fingindo que não me importo. E quando você voltar, sabe aquele sorriso que eu te dei? Por favor, devolva-o! E não o tome de volta, porque isso machuca. Também não me pergunte o porquê, eu não saberia dizer.

Um dia escreverei um livro, e contarei sobre o bem que você me fez. E talvez as pessoas nem acreditem, por não acreditarem em tamanha alegria. Ou talvez acreditem, mas não leiam. E quando me perguntarem se acredito em Deus, pedirei para que leiam meu livro. E também pedirei, assim como o Bandeira, para que fechem meu livro, aqueles que não tenham motivo nenhum de pranto.

De volta ao planeta dos macacos


Pois é companheiros, eu virei classe C, e por conta disso eu tô voltando. Como já foi explicado no meu primeiro post, esse blog tem o nome que tem, porque aqui se faz e escreve o que der na telha mesmo. Porém, antes de fazer a última publicação desse ano, acho conveniente explicar o motivo do meu sumiço - prestes a completar um ano.
Não, não foi nada grave. Eu apenas passei um bom tempo sem computador, sem internet, trabalhando e estudando muito. Mas, depois de segurar na mão do capitalismo e seguir em frente, no momento tenho computador, internet, estou sem trabalhar e de férias.
Então, nada mais justo do que vagabundar aqui pelo blog.
Até quando?
Ah! eu não sei, mas Dilma vem aí, vamos ver o que acontece.

sábado, 2 de janeiro de 2010

NÓS


Eu?
Tranformo tristeza em palavras

Você?
Procura pela felicidade

Eles?
Acreditam em qualquer bobagem

sábado, 19 de dezembro de 2009

ELE & ELA


Ela diz que precisa parar
Que não quer mais sentir

Ele diz que não quer mais escutar
Que precisa vê-la sorrir

Ela pede pra ficar
Ele diz que precisa ir

Ninguém sabe até quando
eles vão conseguir